TRADUTOR

terça-feira, 12 de março de 2013

E V O L U Ç Ã O

                              E V O L U Ç Ã O
Se devassássemos os labirintos
Dos eternos princípios embrionários,
A cadeia de impulsos e de instintos,
Rudimentos dos seres planetários;

              Tudo o que a poeira cósmica elabora
              Em sua atividade interminável,
              O anseio da vida, a onda sonora,
              Que percorrem o espaço imensurável!...

Veríamos o evolver dos elementos,
Das orígens às súbitas asceses,
Transformando-se em luz, em sentimentos,
No assombroso prodígio das esteses.

             No profundo silêncio dos inermes,
             Inferiores e rudimentares,
             Nos rochedos, nas plantas e nos vermes,
             A mesma luz dos corpos estelares!

É que, dos invisíveis microcosmos,
Ao monólito enorme das idades,
Tudo é clarão da evolução do cosmos,
Imensidade nas imensidades!Q

            Nós já fomos os germes doutras eras,
            Enjaulados no cárcere das lutas,
            Viemos do princípio das moneras,
            Buscando as perfeições absolutas!


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